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sábado, 8 de novembro de 2014

O ser perfeito (PRIMEIRO ATO) parte 6

- Então fausto.... está apreciando nossa comida!
- Magnifica Anacleto... magnifica!
- Concordo com meu marido.... está ótimo esse almoço!
Com um sorriso largo Anacleto agrade os elogios, depois olhando para os filhos do casal e diz:
- Crianças daqui a pouco vou trazer um bolo de chocolate bem cremoso como sobremesa!
As crianças comemoram gritando.... Fausto as reprende discretamente; mais seu amigo batendo em seu ombro, sorri e fala:
- Pode deixar a criançada se divertir.... não tem problema... E enquanto a vocês aproveitem bem nossa cortesia.... e se quiserem podem pedir outros pratos do menu... Agora com licença que tenho de ser cordial também meus outros convidados.
Uma figura bem conhecida da família Cata Preta se aproxima da mesa... É Norton que mesmo ainda muito abatido pelo falecimento da mãe cumprimenta e pergunta:
- Tudo bem com vocês?
Todos respondem que sim, incluindo as crianças sempre perguntando quando vai chegar a sobremesa, em seguida Fausto o questiona:
- Mais o que faz aqui no restaurante do Anacleto?.... Não me diga que ele é conhecido seu?
- Sim.... somos grandes amigos....- Norton apoia sua mão esquerda no ombro de seu amigo e começa a dizer bem baixo- ...principalmente depois de ter investigado um caso de adultério sobre ele.
Espantados com o dizer o casal se entreolha surpreso em seguida Fausto convida Norton para sentar em volta da mesa com sua família, mais o investigador recusa com um não dado com a cabeça; o investigador volta a insistir até que Solange diz pegando no braço do marico que estava sobre a mesa:
- Tudo bem então Norton.... pode ir para sua mesa.... sei que ainda não está recuperado do pesar!
Sorrindo o investigador se afasta em seguida Fausto questiona para a esposa:
- Amor.... devia ter insistido para ele sentar conosco!
- Bem.... as perda é uma ferida que não cicatriza.... e principalmente quando ela ainda está aberta o melhor que devemos fazer é respeitar suas vontades.
- Mais Norton precisa de atenção redobrada....
com um sorriso Solange interrompe o marido dizendo.
- Amor... só o fato dele ter vindo aqui hoje... é um passo para sua recuperação.
- É... você tem... razão.
Foi quando um garçom se aproxima da mesa da família de Fausto com um carrinho repleto de bandejas cheias de deliciosas sobremesas quando um carro preto invade o restaurante. O veiculo entra de forma desastrosa no estabelecimento atingindo diversas pessoas e destruindo muitas coisas do local.
Fausto e suas esposa se veem caídos no chão, pois no momento do ocorridos agaram sues filhos (Fausto os dois garotos e Solange a bebe) e de forma instintiva de proteção ás crias se jogaram no chão para protege-las com seus corpos as envolvendo.
Muitos gritos ecoam no restaurante pedindo ajuda, Norton e Anacleto mesmo apavorados tentam acalmar os convidados, enquanto isso, após averiguar que toda a família está bem, o investigador se aproxima do veiculo que causo o acidente e antes de abrir a porta para verificar o que aconteceu com o motorista um homem conhecido em toda a região de Alto Alegre a alguns municípios vizinhos sai de dentro do veiculo preto todo ensanguentado e dizendo bem alto.
- Fujam antes que eles os peguem... fujam.
Em seguida essa mesma figura corre para fora do restaurante passando pelo buraco feito nas janelas de madeira do mesmo; depois se conduz na direção da rodovia e ali fica parando com um olhar de pavor.
Algumas pessoa correm na direção do condutor do veiculo que causo o acidente, incluindo Fausto, Norton e Anacleto onde todos pedem para ele sair da estrada só que antes que qualquer um o alcançasse um caminhão vermelho e preto em altíssima velocidade atropela o homem o matando instantaneamente e sem parar para prestar contas do fato.
Os convidados ficam chocados com os fatos ocorridos, , mas o que mais impressionou a todos foi a figura que sai do carro modela Kadet.... erá o Doutor Fernando, um renomado medico que havia falecido a quase um ano e enterrado na presença de muitos que ali estão.
CONTINUA...





domingo, 20 de julho de 2014

O ser perfeito ( PRIMEIRO ATO ) parte 5

Apavorados, Augusto quanto Fernanda se abraçam fortemente quando, três figuras surgem do meio das árvores; uns tipos de criaturas monstruosas bem idênticas e enormes, aparentando terem mais de dois metros e meio de altura, de corpos fortes e musculosos, pele escamoso de cor barrenta, bocas grandes com dentes pontiagudos, olhos  imensos, e narinas chatas com os orifícios nasais bem grandes, todos nus mais sem nem uma tipo de distinção sexual e o mais apavorante, alem de seus rosnados, são que;  aparentam terem um instinto de predador pronto para atacar sua presa.
Percebendo que aquelas coisas vão avançar, Augusto solta Fernanda a empurrando  para o seu lado direito a derrubando de joelhos no chão, em seguida ele diz:
- Corra Fernanda.... corra.... e não olhe para trás!
- Mais enquanto a você.... amor? - Diz a garota muito apavorada e já de pé.
Olhando para todos os lados parecendo procurar algo seu namorado responde:
- Não se preocupe comigo... que irei achar alguma coisa para dar umas pancadas nesses monstrengos.... agora corra e...
Mais enquanto falava com seu companheiro, as criaturas avançaram na direção do garoto o derrubando, em seguida os três monstros começam a massacrar o rapaz, arrancando pedaços dele e os comendo.
Horrorizada e gritando muito para aquelas criaturas pararem com aquilo, Fernanda fica em estado de choque sem forças para tomar qualquer atitude, apenas repedindo seus dizeres enquanto o sangue de seu parceiro começa a se espalhar pelo chão úmido da mata, alem de melar os corpos daqueles monstros. Mesmo assim a garota houve a voz de Augusto, meia engasgada e com um som diferenciado tipo alguém se afogando:
- Corra... corra!
Percebendo que o garoto não ira sair vivo daquela situação, a jovem acata o desejo dele e começa a correr desenfreadamente e a toda velocidade que ela  consegue alcançar.
O trio de monstros então param de comer o cadáver de Augusto e ao perceberem que a garota foge começam a persegui-la.
Em meio a espinhos, pisando em pedras, com as vestes se rasgando e sem rumo, Fernanda não para de correr e mesmo tirando forças da mais alta adrenalina do medo; ela não consegue para de ouvir os ruídos daquelas criaturas quando sem perceber, cai de uma imensa ladeira. Ela rola quicando muitíssimas vesses sofrendo diversos ferimentos graves no decorrer da queda até que, de junto a margem de um rio, a moça repousa o seu corpo e mesma muito ferida ela ainda avista as três criaturas no alto do penhasco a rosnar, em seguida a jovem Fernanda perde seus sentidos.
CONTINUA...



sábado, 7 de junho de 2014

O ser perfeito ( PRIMEIRO ATO ) parte 4

Primeiro domingo do ano....
Por volta das doze horas, em meio ao acostamento de uma estrada cercada pela mata , um jovem casal namora ardentemente próximos ao veiculo do rapaz... ( Um modelo katett preto ) ...que muito eufórico, avista uma pequena flor ao chão e a apanha, depois se ajoelha de junto a namora... e quando ia declarar algo, a garota recebe um golpe violenta na cabeça caindo de jundo ao carro, assustado o garoto olha na direção de onde veio o golpe e avista um senhor de terno, magro, alto, sujo e ensanguentado com um tronco de madeira na mão alem de um sembrante de muito pavor e medo; nervoso o  rapaz se levanta e começa a gritar com o homem:
- Seu maldito!.... Maldito, maldito..... o que pensa que está fazendo?
Com um olhar perdido, o agressor apenas pede a chave do carro, mais o rapaz nega dizendo:
- Nunca vou lhe entregar.... seu maluco ladrãozinho... E não pense que vou deixar barato o que você fez com minha namorada!
- Não discuta e passe logo essa chave antes que eles cheguem!
O jovem se baixa apanha uma pedra e pergunta:
- Eles quem?
- Devoradores de homens!
- Hã!... Não me venha com maluquices seu ladrãozinho de merda!
Furioso, o garoto se prepara para atirar a pedra mais o agressor é mais rápido e arremessa primeiro  o tronco fortemente na direção da cabeça do rapaz, o acertando no meio da testa onde com isso, o derruba no chão o deixando atordoado, aproveitando-se do momento o homem revista o rapaz a procura da chave do carro e ao encontra-la sorri timidamente dizendo em seguida:
- Ousa garoto.... socorre sua namoradinha e fuga antes que aquelas aberrações os encontre.
Gemendo o jovem apanha uma outra pedra ao seu lado e tentando se levantar o questiona:
- Mais do que você está falando?... seu safado!
O agressor já de junto ao veiculo e abrindo a porta do mesmo responde:
- Fuja.... se não sentirá as piores dores do mundo.
Já de pé, mais muito tondo por causa da pancada o jovem atira a pedra contra aquele senhor, só que não o acerta, então ele começa a gritar por socorro enquanto isso, o cidadão que o agrediu liga o carro e rapidamente parte pela estrada.
Muito irritado o rapaz de dezessete anos, pele parda, alto e bem musculoso chamado Augusto; fica a xingar muito quando ouve o gemido de sua namora, uma bela jovem de dezesseis anos, magra alta e loira chamada Fernanda; ainda meio zonzo ele corre até o local onde está sua garota caída, em se agacha e a apanha, a levantando pelo tronco e depois; a segura por baixo da nuca e começa a dizer:
- Amor.... amor.... como você está?... fale comigo!
Gemendo muito, a jovem olha para o namorado e diz:
- Ai.... ai... Augusto.... o que houve?.... Quem me bateu na cabeça?
- Um bandido safado!.... Ele também me acertou na testa e ainda levou meu carro!... Mais o que quero saber agora é da sua situação!.... Então me diga... Tudo bem?
- É... apesar da violência da pancada e das dores que estou sentido na cabeça.... acho que vou.... viver!
Quem bom Fernanda.... Deixe-me ajuda-lá a levantar.
O rapaz levanta sua namorada que se escorá nele, apoiando seu braço por trás de pescoço dele, em seguida os dois, com dificuldade, começam a caminhar na direção da estrada quando um horrível ruido assusta o casal, o som se repede por mais duas vezes cada vez mais perto do local onde estão.
- Augusto.... que som apavorante é esse?
- Não faço ideia Fernanda.... nunca ouvi algo tão amedrontante antes!
O barulho volta, e ainda mais assustador, já com os olhos repletos de lágrimas a garota diz bem alto e amedrontada:
- Augusto.... pelo amor de Deus!.... Que droga de barulho é esse?
Com medo tão quanto a namora, ele responde novamente que não faz ideia quando de repente se lembra das palavras do homem que o atacou; e de forma de puro pavor olha para Fernanda dizendo!
- Será que é....
- Que é o que Augusto? - Grita a moça chorando muito.
- Os devoradores de homens de aquele bandido disse!
CONTINUA...




terça-feira, 8 de abril de 2014

O ser perfeito (PRIMEIRO ATO) parte 3

Os coveiros do único cemitério de Alto Alegre começam a cobrir o caixão de Dona Francisca com terra. Muito emocionado Norton, de óculos escuro, é amparado por um homem, o delegado da cidade que diz:
- Sinto muito pelo ocorrido detetive.... meus pêsames!
- Obrigado doutor Fenício... sei que não vai ser fácil para mim viver com essa perda... tenho até vontade de  "jogar tudo para o alto".
- Norton.... não pense assim... tenho certeza que sua mãe.... está muito chateada com esse seu desejo tolo!
Com uma lagrima escorrendo pelo lado direito de sua face, o filho de Francisca olha para o delegado e sorri dizendo:
- O senhor tem razão... obrigado.
Fenício, um homem de cinquenta e seis anos, alto, barrigudo e com um grande bigode, coloca sua mão direita sobre o ombro de Norton falando:
- Sei que não deixará a "peteca" cair.... sua mãe nunca deixaria..... Há... falando nisso....
O delegado começa a procurar nos bolsos de seu paletó algo, quando o encontra entrega a Norton.
- Minha equipe encontrou esse papel, que estava bem dobradinho, debaixo do corpo de sua mãe.... Eu o li.... e nada entendi.... talvez você possa compreende-lo!
Norton desdobra o papel e o lê superficialmente, depois sorri timidamente dizendo:
- É... mais um bilhetinho que minha mãe escrevia quando sonhava algo que jugava importante.... coisas de gente supersticiosa.... o que ela era muito!
Fenício da dois tapas nas costas do detetive e se retira do local do sepultamento, no mesmo minuto Fausto aparece e com vários tapinhas no ombro de Norton pergunta:
- O que o delegado queria com você?
- Me confortar da perda!
- Nossa!... Nem consigo imaginar Fenício dizendo palavras de conforto com aquele jeito "seco" de lhe dar com as pessoas!
Com um sorriso rápido e muito discreto, Norton começa a olhar para o céu como se tivesse visto Dona Francisca, e fala em um tom alto: 
- "Mãe... não vou me acostumar nunca sem a sua presença.... Mesmo assim vou tocar minha vida.... Sei que a senhora não gostaria de me ver sofrendo.... e que assim seja."
Triste com a atitude do amigo, o policial dá um forte abraço no detetive e o convida para ficar em sua casa por algum tempo, Norton recusa dizendo:
- Acho melhor não.... alem da minha pessoa esta abalada.... seus filhos precisam muito de sua atenção, principalmente a recém nascida.... Agradeço o convite.... Mais quero ficar só!
- Então aceita uma carona?
- Nesse caso.... eu aceito.... Há!... depois quero falar algo em particular com você.... mais depois que eu estiver mais tranquilo.
- Positivo então.... e se precisar me ligue.... seja a hora que for.
Com um aseno de cabeça positivo Norton responde ao amigo.... e mais uma lagrima escorre em seu rosto saindo de trás daquele óculos escuro.

Sete dias depois.... já no fim de tarde.... o padre Queopidiz da igreja na praça central de Alto Alegre, encerra a missa de sétimo dia em homenagem a falecida Francisca Dias New.
Após ser confortado por diversos pessoas em pesares pela morte da mãe, Norton vai ao encontro de seu grande amigo Fausto que está junto de sua esposa e filhos. O policial ao perceber a aproximação do detetive, pega a chave do carro e a entrega a Solange dizendo:
- Amor... vá embora com as crianças.... porque o Norton quer ter uma conversa reservada comigo a respeito de alguma coisa sobre sua mãe.
Meia desgostosa, sua esposa apanha a chave e fala:
- Me prometa que não vai demorar.... temos de aproveitar um pouco das suas ferias de inicio de ano.... e curtir mais a crianças..... a gente!.... e claro.... vou querer saber o que o Norton disse.... viu!
- Tudo bem querida.
O detetive então chega de junto da família do investigador; o casal lamenta o obito  desejando forças; em seguida Solange se retira do local levando as crianças enquanto a dupla da lei segue até o carro de Norton.
Já dentro do veiculo o filho de Francisca entrega um papel a Fausto que o questiona:
- O que é isso?
- Mais um dos bilhetes de premonição da minha finada mãe.... o delegado o encontrou debaixo do corpo dela.... abra e o leia... é muito estranho e espantoso o que ela escreveu!
O investigador policial descobra o bilhete lendo a seguinte frase:
" Vá até o fim nem que seja seu fim por seu grande amigo e pelo mundo, onde a ultima pequena nova que vi, será a salvação, cuidem bem dela."
Com os olhos arregalados e os lábios em forma de bico, Fausto dobra o papel o devolvendo a sua amigo e dizendo:
- Nossa.... parece que sua mãe quer um sacrifício de sua parte... - com a mão no queixo Fausto pensa um pouco e depois continua a falar- ....não!.... mesmo vindo de sua mãe não se sacrifique por mim, tão quando para esse mundo maluco.... talvez dessa vez ela delirou ao escrever isso!.... é.... isso mesmo... ela delirou!
- Tomará que você esteja certo... não a razão para eu me sacrificar pelo mundo.
- E nem por mim.... meu amigo - fala Fausto colocando sua mão no ombro do colega e sorrindo.
- É.... eu tenho medo sabe... pois as outras previsões delas não falharam.... lembra!.... como a que ela fez sobre o incêndio na escola... o acidente com a iluminação de natal do salão de igreja.... e a pior... de que.... um grande politico ia ser assassinato dando a hora e o local em um papel.... assim como as outra previsões.... tudo amotado em bilhete!
- É.... e graças a sua mãe... o vereador Abelardo não foi morto!
- Então Fausto -Norton começa a gesticular com as mãos- esse bilhete deve ser levado a serio.... e enquanto a outra parte dizendo a respeito da ultima pequena nova que ela viu.... só pode ser a respeito de sua filha!
- A Waleska?
- Claro!
- Pensando bem.... é mesmo.... afinal a ultima pequena que ela viu foi meu neném..... será que ela quis se referir a saúde da criança?
- Bem....
Antes de falar mais alguma coisa, Fausto se antecipa a Norton e dizendo:
- Meu amigo....  vamos esquecer isso por agora.... vai descansar.... não se torture mais.... tenho certeza que dona Francisca está triste em lhe vê.... deprimindo-se assim.
- Tá certo amigo -Sorri timidamente o detetive-  você tem razão.... vou descansar e tentar retomar a vida.... mais me prometa não esquecer dessa nossa conversa se por ventura.... o que o bilhete diz...  acontecer!
- Eu prometo... agora me leve para casa.... e depois tome um bom banho, faça um chá, deite-se e ore por sua mãe... assim o sono ira chegar para você.... dormir e descansar.
Norton dá partida no seu carro, se conduzindo na direção da casa de seu grande amigo.

Já em sua casa Fausto conta toda a conversa que teve com Norton a sua esposa que espantada comenta:
- Nossa... esse bilhete de premonição é o mais estranho de todos..... Pedir para o filho se sacrificar.... o pior é dizer para termos cuidado com nossa filhinha... isso me deixou muito preocupa!
- Mais acalme-se querida.... tenho certeza que nada de mal acontecerá com nossa bebezinho... E com o Norton.
- Que assim seja.... Bem.... mudando de assunto..... O seu colega policial lá de Prudencia lhe mandou um convite!
- O Anacleto!
- Ele mesmo -Solange vai até a estante e sobre a televisão apanha o convite o entregando a seu marido que o abre é lê em voz alta:
- "Este é um convite vip para Fausto Cata Preta Junior e família, participarem da inauguração de meu restaurante de comidas tipicas do norte e nordeste chamado "Cletobife." Tudo será por nossa conta. Conto com a presença de todos. Dia da inauguração: No primeiro Domingo de janeiro de 2000 após as onze horas. Local: Avenida Arruda 1700 Alto Alegre. Assinado: Anacleto Vás Aranha."
Fausto então devolve o convite a esposa dizendo:
- Então querida.... o que acha!.... Vamos?
- Mais é claro.... assim se livramos desse clima de morte!
O casal então sorri e se beijão na boca:
CONTINUA...



terça-feira, 18 de março de 2014

O ser perfeito ( PRIMEIRO ATO) parte 2

- Vamos... vamos desçam dai agora!
 O detetive Norton, um homem negro, de vinte e nove anos com um metro e setenta de altura, magro mais forte; pula de cima de seu carro modelo gol ano noventa e sete vermelho; pegando em seguida os filhos de seu grande amigo policial no colo e depois os colocado cuidadosamente no chão.
- Pronto Fausto... está mais calmo agora!
- É...
 Vendo que seu amigo está meio irritado com a situação, Norton abre os braços e sorrindo fala:
- Acalme-se... eu sei que fui imprudente em colocar as crianças em cima do carro.... mais eles estavam tão empolgados com a queima de fogos.... que subi com os meninos no teto para ver melhor o show...
  Fausto olha serio para os três, mais respira fundo e muda o sembrante agora sorrindo.
- Norton me desculpe... você sabe da minha confiança na sua pessoa... e como as crianças gostam de você.... e como eu sou chato a respeito de segurança....
 Os dois se olham e em seguida se abraçam desejando feliz ano novo, depois fazem o mesmo com as crianças Moisés de onze anos e Walter de oito.
  Fausto agachado olha para seus filhos e fala:
- Crianças vamos aproveitar essa noite de ano novo e comer um monte de coisas gostosas.
 Os garotos começam a pular de alegria enquanto o policial segura um em cada mão, e de mão dadas começam a caminhar pela praça a procura de guloseimas para degustarem, claro; com seu grande amigo Norton os acompanhando.

Primeiro de janeiro de dois mil; quatro e trinta e cinco da manhã, na espaçosa praça central de Alto Alegre, um guarda está despertando os foliões que ali ficaram em decorrência das festividades do reveillon, no local muitos estão caídos por embriagues alcoílica e outros vencidos pelo cansaço e derrotados pelo sono.
Em um grande banco feito de madeira e pintado de azul, um homem está dormindo sentado com duas crianças de junto deitadas, uma de cada lado; no chão próximo a um carro vermelho um outro cidadão está caído, preocupado com aquela cena principalmente por causa dos dois garotos, o guarda corre até o local e lá chegando reconhece Fausto e mexendo em seu ombro tenta acorda-lo dizendo:
- Seu Fausto acorde.... vamos acorde.... vamos acorde....
Assustado o policial desperta perguntando onde ele está com o guarda, que responde:
- Acho que o senhor caiu no sono.... assim como as crianças e o Norton - A autoridade aponta para o chão, e Fausto vê seu amigo deitado.
- Nossa!... guarda Souza.... por favor desperte ele para sabermos se está tudo bem... enquanto isso eu acordo as crianças.
Enquanto o guarda municipal desperta Norton, Fausto acorda as crianças; Moisés assutado pergunta ao pai o que está havendo, enquanto Walter pede para ir para casa.
Seu amigo,  é despertado e muito assustado alem do corpo todo dolorito em decorrência de dormir ao chão pergunta as horas a Souza enquanto se levanta com dificuldade:
- São quatro e trinta e oito da manhã.
- Nossa!... - grita Norton já de pé e retirando as chave do carro do bolso -.... vamos embora logo Fausto.. minha mãe deve esta muito preocupada!
- Com certeza!
O policial se levanta do banco e conduz seus filhos até o veiculo, depois os coloca na parte de trás do carro  prendendo eles com o cinto, e seguida agradece ao guarda Souza enquanto entra no automóvel.
 Já ao lado de seu amigo ele percebe a dificuldade do mesmo em ligar o motor com a chave, preocupado pergunta:
- Você esta em condições de conduzir o carro?
- Sim... sim... não se preocupe... pode confiar.
Mesmo vendo seu melhor amigo naquela agonia, Fausto olha para sua crianças no banco traseiro e respira fundo colocando sua mão no obro de Norton dizendo:
- Eu confio!
Sorrindo ele responde:
- Eu sei... agora vamos.
O carro então funciona e Norton já mais calma diz ao policial que irá deixa-lo primeiro em casa; em decorrência das crianças e só depois ira prosseguir até sua residencia.

O quarteto chega na residencia do policial, ele desce do carro retira as crianças e agradece ao amigo que em seguida prossegue viagem.
Sem esperar, Walter sai correndo na direção da porta e lá chegando começa a chuta-la, Fausto corre atrás dele acompanhado por Moisés, já de junto ele puxa o pequeno que começa a chorar, nervoso o pai pede para ele se aquetar enquanto aperta a campainha diversas vezes.
Após uma longa espera, finalmente sua esposa Solange abre a porta se assustando:
- Fausto!... o que está havendo?... o que você faz uma hora dessa ai fora?
- Bem amor... é que eu acabei dormindo na praça com as crianças e o Norton!
- O que! - grita nervosa Solange colocando a mão esquerda na testa - então foi por isso que eu lhe esperei até altas horas e você não chegava!
- Mais...- gagueja Fausto.
- Mais nada.... entre... que temos de conversar!
Após darem banho nos meninos e alimenta- los com um copo de achocolatado, seus pais os colocam para dormir, e seguida se sentam a mesa e proseiam sobre o acontecimento da praça.
- Pois é Fausto.... você um homem tão "certinho" cometer um deslise desses!
- Me desculpe.... mesmo.... amor....é que as crianças estavam se divertindo tanto que ao sentar em um banco para descansar pegamos no sono.... acrecida que o Norton dormiu até no chão!
Respirando fundo Solange coloca café em uma xícara e a entrega para o o marido, em seguida diz:
- Se eu não tivesse pegado no sono pelo fato de ficar muito tempo acordada olhando a pequena que custou em dormir... eu iria atras de vocês três para pega-los todos pelas orelhas...
- Eu sei... -responde o policial com um sorriso acanhado-... e a Waleska.... como está?
- Dormindo... pegou no sono a pouco tempo!
- Por isso que ela não despertou com os chutes na porta.
- E a suas tocatas na campainha.... né!
- Desculpe.
Rindo Solange olha para Fausto dizendo:
- Ousa... vou tirar um sono... pois marquei com a dona Francisca um encontro as treze horas em sua casa, para ele ver melhor nossa pequena.
- Acho que vou deitar um pouquinho também.
Com o dedo indicador balançando para os lados, a esposa de Fausto diz não, sem entender ele a questiona:
- Mais por que não?
- Vai que a Waleska acorde!
Solange da um tchauzinho para o marido e se conduz ao quarto, enquanto ele se senta todo esparramando na cadeira dizendo "Ai... ninguém merece!".

Norton já próximo a sua residencia percebe uma grande movimentação de vizinhos em torno, sem entender ele para seu carro e corre na direção da casa, lá encontra seu vizinho Gelton que aparenta muito nervosismo deixado Norton assustado, ele então pergunta o que está havendo, e seu vizinho coçando a cabeça próximo a nuca responde:
- É... como posso falar... sua mãe não está nada bem!
- O que! - gritar Norton fortemente tentando se conduzir para dentro da casa, mais Gelton o segura dizendo:
- Acho melhor você não entrar!
Norton empurra seu vizinho que chega a cair sentado no chão, depois ele corre na direção do quarto de sua mãe, mais no caminho vê as duas filhas de Gelton na cozinha agachadas de junto de Dona Francisca caída de costas. Já suando frio e tremendo ele pergunta as garotas:
- Meninas... meninas... pelo amor de Deus... o que houve com a minha mãe?
A mais jovem de dezesseis anos vira o rosto na direção de Norton toda melada de lagrimas, enquanto a mais velha se levanta e com um semblante de penúria  diz colocando sua mão direita no ombro dele:
- Norton.... infelizmente... não sei como.... sua mãe faleceu.
Ele cai de joelhos ao chão com a noticia, e com a não sobre o corpo da mãe chora feito criança, e olhando para as meninas, com a mais velha colocando suas mãos em suas costas pergunta:
- Mais como?
Gelton entra repentinamente na cozinha e se ajoelha de junto a Norton, e com a mão em seu ombro ele responde:
- Acho que foi um ataque do coração.... tudo começou por volta de três horas da madrugada enquanto comemorávamos o reveillon... foi quando minhas filhas e eu ouvimos um barulho vindo de sua casa.... pensamos que tinha sido você consertando algo... mais depois lembramos sua pessoa tinha indo ver a queima de fogos na praça com  Dona Francisca.... então minha filha mais nova disse ter visto sua mãe entrado na casa por volta de duas e quarenta da madrugada.... preocupados nós três fomos até a residencia e lá chamamos muito por ela, mais nada de resposta.... ai eu resolvi arrombar a porta e ao entrar a encontramos do jeito que está agora.
Em choque Norton se levanta assim como os demais e agrade-se pelos feitos deles, em seguida volta a chorar e Gelton junto com as filhas o consolam.





quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

O ser perfeito (PRIMEIRO ATO) parte 1

" Cinco... quatro... três... dois... um... feliz ano novo".
Gritam diversos moradores da cidade de Alto Alegre, feliz com a chegada do novo seculo, um novo millenium de muita esperança para a raça humana.
- Feliz ano novo Fausto!
- Para você também querida... - os dois se beijão -...que o ano dois mil seja tão bom quanto o ano que passou, para nós quanto nossos filhos!... falando nisso onde estão o Moisés e o Walter?
Solange sua esposa, ajeita no colo a filha do casal de apenas duas semanas chamada Waleska e sorrindo responde:
- Estão com o Norton vendo a queima de fogos!
- É... esse ano o prefeito não economizou com a queima!
O bravo e determinado investigador de policia Fausto, um homem de trinta e oito anos, branco cabelos lisos com um metro e oitenta de altura e corpo atlético, caminha entre a multidão na praça central, onde os moradores estão a apreciar o lindo show pirotécnico, e começa a gritar  pelo nome de seu grande amigo Norton. Foi quando o policial avista o carro de colega com três pessoas sobre o teto, um homem e duas crianças.
Surpreso com a cena, Fausto se aproxima do veiculo e com as mãos na cabeça ri e diz:
- Seu maluco!... Isso é lugar de ficar com meus filhos!
- Calma Fausto.... é ano novo...

Solange, uma senhorita de trinta e cinco anos, meio ruiva, de um metro e setenta e cindo de altura, rosto magro e olhos verde; percebe que mesmo em meio aquela barulheira seu bebe chora de fome, ela se conduz até um banco atras de uma barraca de doces,  e lá alimenta a pequena Waleska com seu leite materno.

Uma senhora negra, de aproximadamente sessenta anos, baixa e gorda se aproxima de Solange e com as mãos na cintura e um largo sorriso fala:
- Mais menina.... você mau saiu da maternidade e já esta perambulando pelas ruas!
- Pois é...Dona Francisca.... essa virada de ano não daria para ficar em casa... e ainda sozinha!
- Você tem razão Solange....há... o meu filho Norton falou que você colocou o nome da menina de Waleska... como eu havia sugerido.... muito obrigada por atender meu pedido.
- De nada... você sabe.... eu estava cheia de duvidas sobre o nome.... mais quando a senhora sugeriu Waleska.... foi como ganhar na loteria!
- Ai Solange... como eu gostaria de pegar essa fofura no colo!
- Se a senhora quiser.... eu para de....
- Não...não...não... deixa ela mamar a vontade.... outra hora eu faço isso!
- Tem certeza Dona Francisca!
- Sim Solange... alem do mais tenho de ir para casa tomar meus remédios do coração.... se não eu pifo!
- Vamos fazer o seguinte.... hoje.... lá por volta de uma da tarde.... é... eu passo na sua casa com o bebe.
- Muito obriga Solange.... - agradece a senhora que se levanta dando tchau dizendo para a mãe de Waleska não se esquecer de seu compromisso.